Templo Maçônico da Filadélfia

Sempre que ia para Nova York tinha vontade de visitar Philly (como é carinhosamente conhecida a cidade de Philadelphia), mas o tempo ficava curto e terminava por abortar a missão.

Além da minha curiosidade na gastronomia e pela grande importância histórica da cidade, cresci ouvindo meu pai contando que uma das construções arquitetônicas mais belas que ele já viu foi justamente o interior do Templo Maçônico.

Me organizei desta vez e coloquei como condição sine qua non que não poderia perder a oportunidade! Sou uma constante aprendiz dos temas de energia, iluminação, hermetismo e como já havia estado no Egito recentemente também numa busca e evolução espiritual, resolvi que era hora de conhecer o Templo.

Antes de ir, enviei um e-mail para eles perguntando se nos dias que eu estaria, haveria o tour de visitação. Essa é uma das primeiras dicas que dou se você tem curiosidade de conhecer o lugar, pois como acontecem muitas reuniões da maçonaria e eventos como casamentos e festas internas não é todo dia que abrem para visitação.

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Fachada do Templo  (Grand Lodge of PA)

As visitas guiadas ocorrem de terça a sábado e as janelas são às 10h, 11h, 13h, 14h e 15h. O tour é feito todo em inglês, então para quem não possui fluência pode atrapalhar bastante. O ingresso de adulto tem um custo de USD 15,00 e é possível adquirir no local mesmo próximo ao horário do tour escolhido.

O Templo foi desenhado pelo irmão James Windrim, um jovem arquiteto da cidade e estima-se que ele levou 5 anos para finalizar a construção, fato que culminou no ano de 1873. Dizem que custou em torno de 1,6 milhões de dólares na época. Após isso, todo o projeto do interior concebido pelo artista George Herzog levou mais de uma década até ser concretizado. Cada um dos 7 halls (salões), usados para os encontros, possuem estilos de arquitetura e designs diferentes que incluem: egípcio, renascentista, corintiano, gótico e iônico.

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Detalhes da entrada principal que impressionam e que lembram muito a arquitetura normanda do século XII

Além do Templo, a biblioteca que é onde iniciamos o tour possui uma das maiores coleções de estudos da maçonaria, algo aproximado a 30.000 itens.

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Avental de George Washington – todo bordado à mão pela esposa de Marquis de Lafayette.

O salão conhecido como Oriental Hall, foi inspirado no castelo de Alhambra (Espanha) que sofreu forte influência árabe. Já o salão gótico, possui cadeiras de orvalho feitas à mão do século 19 que lembram muito a época dos cavalheiros templários.

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Oriental Hall

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Salão Gótico

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Nos corredores que conectam às demais salas, encontramos tudo perfeitamente alinhado e muitas telas a óleo dos Grãos Mestres que passaram por ali

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A maçonaria sempre observou muito o Egito por conta dos dogmas e rituais de iniciação que consideravam particularmente interessantes. Este salão foi finalizado em 1889 e todo o design lembra as tumbas e antigos templos, tudo bem no estilo do Vale do Rio Nilo.

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Nas paredes deste salão de arquitetura normanda, estão 6 mosaicos de homens em tamanho real com vestimentas medievais que seguram cada um, as ferramentas da maçonaria como o esquadro e o compasso.

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Corinthians Hall – o maior salão do Templo, podendo acomodar cerca de 400 membros. O design remete à Grécia Antiga, e tem dizeres espalhados como FIAT LUX que significa “haja luz” e o da foto FIDE ET FIDUCIA que quer dizer “na fé e na confiança”.

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Para mim os vitrais são uma atração à parte! Esta roda em especial destaca as simbologias da Maçonaria como o olho que tudo vê, o Sol, a Lua, o selo de Salomão, a 47a Proposição de Euclides entre outros.

O tour dura cerca de 1 hora e no final é possível fazer compras de lembranças no Gift Shop ou retornar à biblioteca para conferir o acervo com mais calma.

É um turismo bem diferente, mas para aqueles que tem curiosidade sobre esse mundo, vale muito a pena!

Coney Island – Praia e Parque de Diversão a 1h da Times Square!

Este ano foi minha quinta visita à Big Apple (como também é conhecida Nova Iorque), e desde a minha terceira ida, tenho tentado incluir um dia em Coney Island, mas sempre acabava inserindo outra prioridade no roteiro.

Desta vez eu não deixei passar! Como fui na primeira quinzena de Abril, acabei pegando a reabertura da temporada do parque (não funciona o ano todo – somente de Abril a Outubro). O ideal antes de ir para não dar de cara com as portas fechadas, é que você consulte o site do parque assim você pode inclusive programar datas extras para ter “na manga” caso no dia que você opte por ir, chova! Acesse o calendário aqui com os horários.

Não há necessidade de comprar os ingressos com antecedência, até porque a sistemática do parque é um pouco diferente. Eles oferecem 2 opções: Any Day Luna Pass (uso ilimitado para qualquer dia) e o Fixed Date Luna Pass (uso ilimitado nas atrações porém para um dia fixo escolhido). O parque Luna Park, é uma gracinha, exatamente como vemos nos filmes americanos, mas nós optamos por comprar apenas os jogos/atrações que queríamos de fato ir, já que não é cobrada entrada para o parque. Quando fomos, os lockers (guarda-volumes) não estavam funcionando, então eu sugiro que levem o mínimo possível de mochilas e bolsas pois nem todos os brinquedos possuem guarda-volumes e por questão de segurança (como na montanha-russa) você não consegue carregar nada junto.

Nosso hotel ficava na Times Square, então optamos por ir de metrô porque tínhamos o MetroCard de 7 dias para uso ilimitado e porque eu sempre considero esse o meio mais prático de locomoção em Nova Iorque. O tempo de Manhattan até Coney Island é  de aproximadamente 1 hora.

Desça na estação Coney Island – Stillwell Ave que é a mais próxima do parque. O Luna Park fica na 1000 Surf Avenue, Brooklyn, NY – que da estação Stillwell Ave é só atravessar a avenida e sua diversão está garantida!

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O parque já foi considerado o maior do mundo em 1920, antes da existência da Disney.

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Por toda Coney Island estão espalhados murais super coloridos e lindíssimos como este da artista local Danielle Mastrion

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Outro mural da artista Danielle Mastrion

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Pedi para o maridão ganhar um ursão para mim, mas o frio congelante e a pontaria não ajudaram hahahaha

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Todo o boardwalk (calçadão) de Coney Island é no estilo retrô, a exemplo deste estabelecimento, um dos mais antigos – funcionando desde 1962 – Paul’s Daughter. No início foi fundado como Gregory & Paul’s, hoje sua filha Tina Georgoulakos é quem está à frente do negócio, servindo os famosos mexilhões, rolinhos de lagosta, cachorro quente, cerveja, entre outros.

Eu, como formiga que sou, fui direto no algodão doce.

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Se você não quiser ir em nenhuma das demais atrações, vá pelo menos nesta! CYCLONE – uma das mais antigas dos Estados Unidos. Esta montanha-russa é 100% de madeira e tem 90 anos! Foi inaugurada em 26 de Junho de 1927 (naquela época custava apenas USD 0,25 – hoje USD 10,00). Eu sou apaixonada em adrenalina e vou em todas as montanha-russas que vejo pela frente, mas esta foi muito especial e a que mais me deu “cagaço” hahahaha…Saí do carrinho tremendo porque a impressão que dá é que nas curvas as rodinhas vão se soltar do trilho messsssmooo!!! A sensação é realmente indescritível, vale demais!

O parque que hoje se chama Luna Park (iniciou as operações em 2011), antes era conhecido como Astroland (que encerrou as atividades em 2008). Em Julho de 1988, a CYCLONE foi declarada oficialmente um marco da cidade de Nova Iorque.

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Foto de Coney Island com a vista da praia (Brighton Beach) e do parque – Credit: NBC San Diego

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Nathan’s Famous Frankfurters (famoso pelo cachorro-quente) tem seu restaurante original na esquina da Surf Avenue e Stillwell Avenue em Coney Island, Brooklyn. Leva esse nome por conta do seu dono Nathan Handwerker. Todo dia 4 de Julho, desde 1916 quando foi fundado, é realizado o campeonato de chachorro-quente. É um dos preferidos para almoço no parque, então sugiro que vá cedo para não pegar longas filas.

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Hot Dog simples com chili e queijo

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Outra opção é a tradicional pizza do Totonno’s

Se você é fã das Craft Beers (cervejas artesanais), saiba que Coney Island tem uma cervejaria que você pode incluir no seu roteiro gastronômico! Abaixo a Overpass IPA (preferida do meu marido) com teor de 6,2% e a Trapp’d on the Cyclone – em alusão à montanha-russa – (Trappist-style Tripel – 8,5%).

 

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Scream Zone – onde fica outra montanha-russa (mais moderna) – a THUNDERBOLT

Caso resolva ir à praia, a água é geladérrima, inclusive no verão, mas dá para entrar. Leve um casaco porque a corrente de vento no calçadão é forte e depois das 15h esfria bastante.

Depois de se divertir nos brinquedos, aproveite e faça uma caminhada ao longo do píer pelos diversos restaurantes e lojinhas, onde você pode aproveitar e trazer algum souvenir para casa. Ou se preferir, do ladinho do Luna Park está o Aquário de Nova Iorque, com focas, leões marinhos, pinguins e até tubarões.

É diversão garantida para um dia inteiro e certamente assim você sai do burburinho da Times Square e conhece uma Nova Iorque diferente!

Não menospreze Zagreb!

Isso mesmo! As praias de fato são lindíssimas mas a capital croata exala cultura, gastronomia e história. Muitas pessoas me falavam que a cidade não tinha nada interessante, mas eu adorei e se você se deixar envolver, terá uma grata surpresa!

Na ocasião, eu estava fazendo uma trilha na Itália, na região da Ligúria em Cinque Terre (leia aqui o post), então aproveitei que depois ficaria alguns dias em Firenze (Florença) e peguei um vôo que partiu para Zagreb (a Lufthansa opera vôos nesse trecho). A ideia era iniciar pela capital, e ir parando nas principais cidades até finalizar em Dubrovnik, de onde pegaria meu vôo de retorno ao Brasil.

Separe 1 dia inteiro e uma noite para conhecer o que esta mini metrópole oferece de turístico, não é necessário mais do que isso. Chegando no aeroporto é tranquilo pegar táxi até o hotel.

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A Croácia faz parte da extinta Iugoslávia, assim como a Bósnia e Herzegovina que já falei por aqui também (leia o post completo aqui) e que fiz um bate-volta de Dubrovnik nesta mesma roadtrip. Isso explica porque a hotelaria no país todo ainda não é tão desenvolvida como em outros países europeus, mas também não deixa a desejar.

Como eu estava com outras 3 amigas optamos por alugar um apartamento. Pesquisamos bastante e ficamos hospedadas no Apartments City Wellness Center. É um prédio simples que tem academia durante o dia e nos andares de cima os apartamentos para locação. Fizemos tudo pelo booking.com e o preço ficou super em conta, pagamos na época 270 Euros para 2 diárias em apartamento Deluxe com 2 suítes grandes, cozinha, sala, todo mobiliado e novo. A localização dele é excepcional, em pleno centro turístico e deu para fazer todas as atrações a pé. Tínhamos tudo num raio de menos de 2km de distância.

 

 

Se você optar por uma hospedagem mais clássica e requintada, então sugiro o Esplanade Zagreb Hotel. É um prédio histórico 5 estrelas que foi erguido em 1925 próximo à estação de trem para os passageiros que vinham no luxuoso Expresso do Oriente. Recebe constantemente a nata da sociedade croata e possui até um suntuoso rinque sazonal de patinação no gelo. Aproveite quando estiver nesta região para visitar o lindo Jardim Botânico.

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Outra opção que eu indico é o Sheraton Zagreb Hotel, ele ficava na esquina do apartamento que alugamos. Experimentamos o café da manhã, estava delicioso, mas nenhuma surpresa para quem já conhece o sistema americano.

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Zagreb está dividida em Cidade Alta (Gornji Grad) onde ficam as igrejas e construções antigas e Cidade Baixa (Donji Grad) onde estão os museus mais bacanas da capital.

Começamos pelo bairro Kaptol, onde fica a Catedral da Assunção da Sagrada Virgem Maria. Ela foi inspirada pela Igreja de Troyes na França e sua construção data do século 13.

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A fachada da Catedral é riquíssima em detalhes.

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Caminhando pela ruelas ao redor da praça Kaptol existem muitos bares, cafés e restaurantes charmosos.

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Outro ponto muito fofo ali perto e que permite conhecer muito da cultura local é o  Mercado Dolac. Encontra-se de tudo um pouco: frutas, peixes, mel, lavanda, artesanatos, flores entre outros.

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O miolo de Zagreb onde as pessoas marcam os encontros e passam a maior parte do tempo é a Trg Josipa Jelačić (na Cidade Baixa). Essa praça detém esse nome por conta de um monumento que se vê no centro, um cavalo e sobre ele o herói nacional croata Ban Jelačić, que tentou vencer uma batalha contra a Hungria sem sucesso.

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Zagreb definitivamente tem a cultura do cafezinho! Existe um fenômeno muito forte conhecido como Špica, que acontece todo sábado entre as 11h e as 14h onde as pessoas tomam um café no centro da cidade antes de dar uma passada pelo Mercado Dolac. A ideia é exibir a última moda, celular, colocar o papo em dia e observar o movimento.

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Aderimos ao cafezinho no meio da tarde. Esta cafeteria Aida é uma graça e uma delícia!

Para almoçar recomendo 2 lugares muito bacanas: Vinodol que serve uma boa variedade de comida da Europa Central com pratos a partir de 70KN e o Kerempuh que tem vista para o Mercado Dolac e é um lugar onde se pode apreciar a culinária croata.

Seguimos nossa caminhada e resolvemos conhecer o Zagreb 360 Observation Deck. Fica no 16o andar do Zagreb Skyscraper (endereço: Ilica 1a) e a vista lá de cima é fantástica. Funciona o ano todo a partir das 10 da manhã. Dá para enxergar certinho como as ruas dividem as construções, os blocos, os bairros, a arquitetura, enfim, é possível ter uma visão muito boa da cidade.

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Bar no 16o andar do Zagreb 360 Observation Deck

Para finalizar o passeio, fomos em direção à Igreja de São Marcos, que chama atenção pelo telhado colorido, construído em 1841 e faz menção ao brasão de armas medieval da Croácia, Dalmácia, Eslovênia e ao de Zagreb.

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O edifício acima, é o Parlamento onde foi proclamada a independência da Iugoslávia e quando a Croácia foi separada do Reino austro-húngaro.

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A gravata, invenção croata!

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Essa é a entrada principal do Festival Strossmartre de Zagreb, que tem duração de quase 100 dias – de Maio a Setembro. Ali você pode passear, escutar um bom jazz ou músicas das décadas de 50 a 80 e comprar obras de arte de artistas locais. Nas proximidades existe até um cinema a céu aberto.

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Esta é a vista que se tem de frente ao Strossmartre

Outros pontos que também valem muito a pena visitar são: Museu Croata de História Natural, Museu Mimara (abriga a melhor coleção particular da cidade doada por Ante Topic Mimara – com obras de Caravaggio, Delacroix, Rembrandt), Galeria Strossmayer dos Grandes Mestres e o Museu Etnográfico.

Depois de 1 dia e meio nessa cidade que é um charme, nossa segunda parada é os Lagos Plitvice! (leia o post completo aqui).

Caso você tenha perdido os posts anteriores da Croácia, disponibilizo os links aqui também!

 

 

 

Lagos Plitvice

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O Parque Nacional dos Lagos Plitvice (ou PLITVIČKA JEZERA) fica na metade do caminho entre Zagreb e Zadar (para saber sobre Zadar clique aqui!).

Eu e minhas amigas iniciamos nosso mochilão de bus na Croácia pela capital Zagreb, dois dias depois nos jogamos na estrada em direção aos lagos. Quando eu comecei a desenhar o roteiro, optei pelo ônibus basicamente por dois motivos: 1- estava louca para fazer uma roadtrip (pelas belíssimas paisagens – importante escolher o PANORAMA BUS pelos janelões) e 2- custo x benefício já que as rotas são todas curtinhas. ♦Obs.: Na Croácia todas as empresas de ônibus cobram pelo uso do bagageiro e por mala embarcada.

Eu fiz a compra das passagens online e depois retirei na rodoviária em Zagreb no balcão de serviços do segundo piso. Quando comprei há 3 anos o site não tinha a opção do idioma inglês, mas hoje possui e fica bem mais clara e prática a navegação. É interessante comprar com antecedência, especialmente se você pensa em visitar o parque entre os meses de Julho e Agosto.

O link para compra das passagens é este: www.akz.hr/en

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Nosso bus da empresa AUTOBUSNI PROMET d.d.o. Varaždin

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Nosso trecho ZAGREB > PLITVICE

O Parque é fascinante, ocupando uma área de quase 300 quilômetros quadrados. Uma combinação de aproximadamente 18km de trilhas com diversas cachoeiras e lagos em muitos tons de verde e turquesa. É considerado Patrimônio da UNESCO desde 1979.

O sistema de lagos divide-se em superior (vale dolomítico predominantemente composto de floresta densa e recheado de cachoeiras – ao todo 12 lagos) e inferior (mais rasos e menores – no total são 4). Todo esse volume de água acaba por desembocar no rio Korana, perto das cachoeiras Sastavci. No tocante à flora, estão protegidas nele, cerca de 22 espécies e aqui uma curiosidade: você encontrará plantas carnívoras. A fauna é formada por ursos, lobos e mais de 150 espécies de pássaros.

Com o estouro da guerra civil em 1991, o parque foi tomado pelos sérvios rebeldes, que desafortunadamente saquearam tudo e transformaram os hotéis em quartéis. Somente em 1995 o trabalho de conservação foi retomado pelo exército croata e hoje voltou a ser um ponto turístico muito visitado.

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Em um dos restaurantes espalhados pelo parque – lanchinho antes de pegarmos o barco para iniciarmos as trilhas pelos lagos

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Entrada do parque – preste atenção nas placas que te guiarão para o píer dos barcos

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Navegando…

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Fazendo trilha

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O parque estava lotado então para conseguir esse clique, o jeito era ir deixando todos os grupos passarem

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A vista mais linda do parque na minha opinião!

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No final da trilha, paramos para um café e eu resolvi experimentar a famosa piroska (pão folhado com recheio de queijo) que era bem tradicional, apesar do nome não soar muito bem em português hahaha

Algumas placas do parque estavam mal sinalizadas e acabamos nos perdendo no final do dia! O que também nos confundiu um pouco, foi um mapa que o dono do hotel onde estávamos hospedadas desenhou. No fim, tivemos que pedir socorro para um jeep do parque nos salvar e nos deixar o mais próximo possível do hotel.

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Trilha no caminho de volta ao hotel

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Paisagens fofas que parecem desenhos!

Perrengue resolvido, chegamos na hora que o jantar estava sendo servido. Nossa escolha foi um hotel dentro do parque para facilitar a logística – o Villa Sumrak.

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Todas as refeições eram frescas e feitas na hora pelo dono da Villa e sua esposa.

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Nosso quarto

A Villa é na verdade uma casa de 2 andares com alguns quartos. Os donos são muito simpáticos e prestativos. No fim, todos que ali se hospedam acabam criando um clima de uma grande família na hora das refeições.

A localização é ótima, possui WiFi e os ambientes oferecem conforto. No dia que fizemos check-out para seguir viagem à Zadar, o dono nos deixou na estação de ônibus e nos auxiliou com as bagagens.

Os lagos são um passeio que sem dúvida trabalham nossos 5 sentidos. Vale muito a pena e é bem diferente da outra vibe da Croácia, famosa por suas praias e baladas!

Tem Tacacá na Tietê!

“Longe da floresta, num dos metros quadrados mais caros do mundo, casas italianas e francesas, restaurantes estribados com proposta e coisa e tal, estão ali compartilhando conosco as mesmas agruras, amargando os mesmos impostos, pagando serviços e mão de obra a preços de NY, importando o melhor trigo da Itália, como nós importamos o melhor dos tucupis. O pato não custa mais barato pro brasileiro da Tietê do que pro francês da esquina… magret e pato no tucupi se forem de qualidade custam o mesmo.” 

Este desabafo, da brilhante pesquisadora e Chef Mara Salles que está à frente do Restaurante Tordesilhas em SP, nos faz indagar porque ao contrário das culinárias italiana ou japonesa a comida regional brasileira ainda não foi devidamente valorizada e tampouco abunda nas esquinas.

A proposta dela respeita os ingredientes em cada prato (não poderia ser diferente depois dos 27 anos de estudos) e o preço para a qualidade oferecida é acessível! O local: um charme! – mas com toques fortemente regionais – o Brasil pulsa em cada canto da casa.

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A fachada convidativa e florida do Tordesilhas

Chegamos cedo pois sabíamos que a casa lotaria em pouco tempo, e tivemos a sorte de encontrar Mara em uma breve reunião com seus colaboradores, acertando os últimos preparativos para o dia. Sempre atenciosa e dedicada com seus clientes, oferecendo sugestões do que melhor pode combinar o paladar de cada um.

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com a Chef Mara Salles

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O menu é clean, bilíngue (português/inglês) e no final tem um mini dicionário explicando o que quer dizer cada ingrediente e de onde vem.

Para abrir o apetite, fomos brindados com queijo de coalho fresco (do Agreste – PE), banhado com mel de rapadura. Se estiverem em mais pessoas, sugiro fortemente o que ela chama de “Comissão de Frente”: vem pastel de camarão; marinada de abobrinha brasileira; queijo de coalho fresco com mel de rapadura; cubinhos de carne seca em manteiga de garrafa.

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Como entrada, não poderia deixar de experimentar o Tacacá, claro!

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Tacacá servido na cuia: caldo com tucupi, jambu, goma de tapioca e camarão seco.

O tucupi é um líquido extraído da mandioca brava e o jambu é uma erva que causa uma leve dormência na língua. É um prato bem exótico, mas muito saboroso!

A cada bimestre, a Chef monta uma barraca de Tacacá na Tietê (o restaurante fica na Alameda Tietê, por isso o nome) e como é feito em Belém de onde também é seu fornecedor, serve esse manjar em cuias no final da tarde como manda a tradição.

Para quem não quer se aventurar, pode ir de feijoada (servida aos sábados somente) ou provar o Menu-degustação da casa (ofertado de terça a sábado no jantar).

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O painel de pimentas em conserva do Zé Lima

Meu prato principal foi carne seca confitada na manteiga de garrafa, baião de dois, quibebe de jerimum e couve.

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O barreado e a moqueca capixaba (peixe e camarão) também são opções maravilhosas!

Para o grand finale, juro que foi uma das melhores sobremesas que já comi na minha vida! Cocada de tabuleiro com sorvete de tapioca e calda de tamarindo. Comeria 2 pratos desses muito fácil! O sorvete e a cocada são feitos na casa, então você consegue apreciar REALMENTE o gosto de cada ingrediente, sem conservantes, sem corantes, enfim, comida de verdade!!

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Depois desta experiência, o prêmio dado ao Tordesilhas pelo Bib Gourmand, Guia Michelin 2016-2017 é mais do que merecido.

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Aliás, prêmios não faltam! Ganhou por 9 vezes como melhor restaurante de cozinha brasileira da cidade, pela Veja SP, além de outros como Prazeres da Mesa, Gula, Trip Advisor, Época, etc.

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Restaurante Tordesilhas

Alameda Tietê 489 – Jardins – São Paulo

www.tordesilhas.com

Arquipélago Pakleni Islands

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A Croácia não se resume somente a King’s Landing – como também é chamada a linda Dubrovnik (muito conhecida por ser cenário da série Game of Thrones). Se você tem o espírito aventureiro no sangue e gosta de natureza e mergulho, separe um dia para explorar as praias paradisíacas de tons turquesa de Pakleni Islands, que recebe este nome pois deriva da palavra paklina, que é uma resina muito usada para impermeabilizar embarcações.

Este arquipélago, composto por cerca de 20 mini-ilhas e 10km de extensão, fica pertinho da ilha de Hvar e por esta razão, muitos turistas aproveitam para alugar um taxi-boat à noite e jantar em dos badalados restaurantes como o famoso Carpe Diem Beach (que fica em Stipanska Bay).

Outro restaurante que chama atenção é o Zori – que fica na ilha de St. Klement e você pode acessá-lo em 5 minutinhos a pé pela Marina Palmižana (considerada uma das mais lindas do Adriático). É uma excelente sugestão de Destination Wedding, já que o Zori realiza casamentos e eventos diversos.

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Foto: Divulgação Zori Restaurant

Para aqueles que curtem uma praia naturista, a indicação é Jerolim Island, também um ponto muito cogitado para prática de mergulho.

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Foto aérea: Divulgação Total Croatia News – Pakleni Islands

Eu e mais três amigas, alugamos uma lancha somente para nós através da agência Adriatic Explore, saindo de Split para um passeio de um dia inteiro por esta região. Mas, se você tiver bastante tempo, eu sugiro que se hospede em Hvar por pelo menos 3 dias para explorar bem todas as ilhas e praias com calma. De Split, onde estávamos, levamos mais de 1 hora para chegar de lancha, se você estiver em Hvar não vai levar mais do que 10-15 minutos para acessar as principais praias do arquipélago.

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A praia que mais gostei foi Mlini Beach, que fica na segunda maior ilha deste arquipélago, chamada Marinkovac. A característica principal de Mlini Beach é a tranquilidade, bem diferente do agito e multidão que você encontra em Hvar.

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Chegando em Mlini Beach

 

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Água de piscina!

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Apreciando esse pequeno paraíso na sombra…

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Minha foto preferida de Mlini Beach!

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Ao contrário do Brasil, as praias na Croácia, são na sua grande maioria de pedras. Dói bastante caminhar descalço sobre elas, inclusive eles vendem calçados emborrachados específicos para isso.

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Vista do único restaurante que existe nessa praia – Mlini Restaurant

 

Amalfi Ristorante

Um pedacinho da costa amalfitana em Santo Antônio de Lisboa – bairro que se tornou um point da boa gastronomia!

Excelente atendimento, decoração aconchegante e bem navy, frutos do mar e uma vista fabulosa! Aos amantes da praia, um ponto positivo: abre ao meio-dia e fecha somente à meia-noite.

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Couvert – pães da casa e antepastos

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Entrada – Ostras gratinadas com queijo gruyère

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Para o prato principal optamos pelo mais pedido da casa – Especial Amalfi: peixe branco empanado na farinha panko, recheado com camarões e catupiry ao molho de limão siciliano.

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Encerrando o almoço com a Pérola Negra – moelleux, sorvete de chocolate com calda de nutella.

O ideal é reservar uma mesa de frente para o mar e se puder, estenda e aprecie o lindo pôr do sol!

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E esse lindo quadro porta rolha que traz uma frase de um filme de Sean Penn que adoro: Into the Wild.

Localização: Rua XV de Novembro No.18

Santo Antônio de Lisboa – Florianópolis, SC.